A missão da Santíssima Virgem

A missão da Santíssima Virgem

Deus nos chama todos a sermos felizes. A nossa vida e o tempo que Deus nos deu é para que possamos dar essa resposta a Deus, assim como os anjos tiveram que, um dia, dar a sua resposta a Deus, se queriam ou não viver com o Senhor. Nós temos esse tempo agora! A vida é o tempo da nossa provação, é o tempo que Deus nos dá para firmarmos ou não nossa pertença a Ele, o nosso desejo de viver com Ele, de sermos felizes com Ele.

Acontece que o nosso tempo aqui na terra, além de ser breve, é marcado por muitas tribulações, e o inimigo de Deus, satanás, quer de todas as maneiras, nos atingir porque ele, não podendo atingir o próprio Deus, tenta se vingar de Deus atingindo os seus filhos. De forma que nós passamos por este mundo em meio a muitas tribulações, que se nós não tivermos atentos podemos nos iludir e ser seduzidos pela astúcia de satanás.

Deus nos dá a Santíssima Virgem como o meio, e como um auxílio para nos garantir trilhar o caminho correto e não nos desviar da verdade, mas praticar a justiça de forma a merecermos o Reino de Deus.

Deus fez de Maria Santíssima, Mãe de todos nós, mãe, mestra e formadora para que Ela pudesse, então, nos ajudar atingir a meta que é a comunhão de amor com Deus para sempre. E para tal, Ele a constituiu como Senhora e Soberana de todos os corações.

Para exercer a sua missão materna, para exercer essa maternidade espiritual sobre todos os seus filhos, evidentemente que Deus lhe concedeu a autoridade de Mãe. Como uma mãe tem a autoridade sobre seus filhos, Nossa Senhora tem a autoridade dada por Deus sobre nós e essa só pode e só será exercida à medida que nós aceitarmos, aderirmos este projeto, a esta vontade de Deus em relação a nós.

Na vida natural uma mãe, mesmo com sua autoridade materna, pode ou não exerce-la sobre o filho à medida que o filho se deixa educar por ela. Deus quer o melhor para nós, Nossa Senhora é mãe e quer o melhor para nós, mas Ela pode nos formar, nos influenciar e nos orientar à medida que nós nos abrirmos a sua formação, formos dóceis aos seus conselhos, nos deixarmos moldar por Ela. Aqui está este ato de entrega, ato de abandono a Santíssima Virgem, dando a Ela essa liberdade de nos formar interiormente.

É necessário que nós nos deixemos formar por Ela, porque mesmo Ela tendo esta autoridade dada por Deus, Ela não pode exercê-la, se da nossa parte não houver abertura para essa missão que ela tem junto ao nosso coração.

Nós precisamos, portanto, ter o conhecimento disto e depois aderir com todo o coração a este projeto de Deus. A grande parte dos católicos, dos cristãos não tira o proveito espiritual por desconhecer esta ligação que deveriam ter com a Santíssima Virgem. Cabe a Ela, portanto, nos conduzir no caminho da santidade, nos levar a este conhecimento de Deus e nos levar a este crescimento no amor de Deus. Se nós não tivermos a consciência da relação que Ela tem ao nosso coração, a nossa vida espiritual, nós vamos amá-la certamente, vamos confiar n’Ela, mas não vamos deixar formar por Ela, porque nem sabemos que isso deve acontecer.

É isso que tem de fato acontecido, de maneira geral, com os nossos cristãos católicos, desconhecem essa missão de Nossa Senhora, em relação a sua vida pessoal, em relação à Igreja, desconhecem a missão confiada por Deus a Santíssima Virgem no âmbito pessoal (a missão d’Ela de conduzir cada um de nós a santidade – “Eis aí a Tua Mãe, como diz no evangelho”) e geral (a missão que Ela tem de conduzir toda Igreja – como comandante do exército de Deus).

Nossa Senhora disse a Lúcia de Fátima: “Estou reunindo meu exército, para a derradeira batalha com satanás”.

Deus confiou a Ela a missão de esmagar a cabeça de satanás e de estender o Reinado de seu Filho no mundo, por isso ela disse também: “Por fim meu Imaculado Coração Triunfará”. Acontecerá esse Triunfo, mas depende do estabelecimento da verdadeira devoção. Porque para que Nossa Senhora possa conduzir o exército de Deus a este combate, a essa vitória, é preciso que os filhos de Deus se deixem conduzir por Ela e eles só deixarão se conduzir se tiverem consciência e convicção que Ela é essa comandante que Deus deixou, que Ela é a Mãe que Deus nos deu para conduzir os nossos passos. E a partir do momento que temos essa convicção fazemos um ato de abandono, somos dóceis às inspirações, a formação que Ela tem para nos oferecer, e é com esse objetivo que as pessoas conheçam e se deixem formar por Maria é que Deus suscitou muitos santos na escola da Igreja para nos falar da devoção, mas de uma maneira especial, São Luís de Montfort e o Tratado que ele escreveu que nos dá uma consciência dessa missão.

Pe. Rodrigo Maria (transcrição de uma pregação)
escravo inútil da Santíssima Virgem