Enquanto a modéstia não for colocada em prática, a sociedade vai continuar a degradar. (Papa Pio XII)

Enquanto a modéstia não for colocada em prática, a sociedade vai continuar a degradar. (Papa Pio XII)

Disse Nossa Senhora, em Fátima, 1917: “Serão introduzidas certas modas que ofenderão muito Nosso Senhor”. Ante o crescimento de um culto materialista a entidades maternas pagãs, é preciso lembrar que a verdadeira mãe da humanidade é aquela cujo fruto nos alimenta para a eternidade. São Padre Pio de Pietrelcina dizia sobre a modéstia: “As mulheres que procuram vaidade no vestuário, nunca poderão vestir a vida de Jesus Cristo, pois logo que nesse ídolo entra em seus corações, perdem cada um dos ornamentos da alma. Eu quero que todos vocês, meus queridos filhos espirituais, combatam com o exemplo, e sem respeito humano, uma Santa batalha contra a moda indecente”.

Hoje, infelizmente, essas advertências foram mutiladas. Embora seja repetitivo, vale a pena lembrar estas verdades à alma adormecida dos católicos modernos e comodistas, que caminham a passos largos para a total apostasia. Após a revolução sexual, foram diversas rebeliões para mudar os costumes e a moral da sociedade. A mulher objeto é o modelo oposto da mãe cristã modesta, que é a Santíssima Virgem como referência. A engenharia social também converteu o homem em objeto de desejo, afeminando-o e aficionando-o a cremes, dietas, depilação. Este processo de degeneração no vestir tem crescido de forma constante no século XXI. Em qualquer cidade ocidental, desapareceu totalmente a modéstia no vestir, especialmente no verão. Esta é a fonte de muitos pecados e ocasiões de pecado. Todo mundo que se veste provocativamente, no Dia do Juízo, vai dar contas a Deus deste mal e dos pecados de todas as pessoas que fizeram cair. Diz a Sagrada Escritura: “Inevitavelmente haverá escândalos, mas, ai de quem eles vêm! Seria melhor que ele tivesse uma pedra amarrada no pescoço e fossem precipitados ao mar, ao invés de escandalizar um destes pequeninos” – (Lucas 17: 1). É dever de zelo católico, advertir o pastor e, se necessário, o prelado, desses dolorosos abusos e corrigir as pessoas mal vestidas no templo. Claramente, se percebe que se ofende cada vez mais e muito à Nosso Senhor, pela falta de respeito nas modas e os pecados de impureza. Igualmente grave é o dever de pastores e  catequistas garantirem que os jovens se vistam e se comportem como verdadeiros Católicos. Quem dera as roupas que as pessoas usam em nossos dias tivessem um toque de modéstia, o respeito pela dignidade humana.

Aqueles que aparecem vestidos indecentemente são um incentivo ao pecado, e por isso são responsáveis não só por seus próprios pecados, mas também por aqueles que outros podem cometer por causa deles. Deus não nos deu a roupa como um adorno para alimentar nossa vaidade humana e frivolidade. Não! Ele deu-nos como uma proteção contra o pecado. Por esta razão, todos temos de nos vestir decentemente, modestamente e com dignidade. O vestuário modesto com o qual devemos nos cobrir, é uma marca distintiva que nos diferencia no fluxo de imoralidade, e nos capacita a ser, para o mundo, verdadeiras testemunhas de Cristo. Lembrando as fortíssimas Palavras de Nossa Senhora do Bom Sucesso, a Madre Mariana de Jesus Torres, no Convento da Imaculada Conceição, em Quito, no Equador, em 02 de fevereiro de 1634: “Naqueles dias, o espírito de impureza como um dilúvio de imundície vai inundar as ruas, praças e locais públicos. A depravação será tal que não haverá mais almas virgens no mundo”. Pais e mães, deveis ter cuidado antes de tudo da alma, e depois do corpo dos filhos, educando-os segundo às Leis de Deus. Deveis guiá-los especialmente na adolescência e na juventude, com o exemplo e a palavra, com a vigilância e a prece, com o amor, e às vezes com a vara. Ai daquele que dá escândalo aos filhos! E ai de vós genitores, se permitis aos filhos, dar escândalo em presença da sociedade! É a má conduta das vossas filhas e filhos, que deve pesar fortemente sobre a vossa consciência, se não tiverdes feito o possível para impedir-lhe a moda má!

Pais, refleti sobre esta verdade: é responsável pelo pecado aquele quem o faz e quem devia impedi-lo e culpavelmente não o impede. Permitindo a moda livre e provocante, vós não amais as vossas filhas, antes quereis o seu mal, porque a colocais na estrada da condenação eterna. Haverá instruções para nos vestirmos decentemente? A moral social e as regras de vestir sofreram uma derrocada. Mas nós havemos de responder perante Deus pelas nossas ações, inevitavelmente. Lamentavelmente, as pessoas desconhecem totalmente a doutrina e a moral católica, bem como escritos dos grandes santos, papas e cardeais sobre o assunto. Sim, grandes santos, doutores e Papas, escreveram sobre a modéstia. O Venerável Papa Pio XII, diz:“Enquanto a modéstia não for colocada em prática, a sociedade vai continuar a degradar. A sociedade revela o que é pelas roupas que veste”. Também Santo Afonso Maria de Ligório afirma que: “O exterior é sim muito importante, e mais ainda, o exterior é o REFLEXO do nosso interior. Interiormente devemos arder em amor divino; exteriormente, alumiar, pela nossa modéstia, a todos os que o vêem(Fonte: Escola da Perfeição Cristã). E também o doutor Angélico, Grande São Tomás de Aquino, na Suma Teológica diz: “O vestuário externo deve ser consistente com o estado da pessoa, segundo o costume geral. Por isso, é em si pecaminoso para uma mulher vestir roupas de homem, ou vice-versa, especialmente se isso for causa de prazer sensual, e é expressamente proibido pela Lei (Dt 22)” – (Fonte: Summa Theologica II, II, questão 169, artigo 2, a resposta à objeção 3).

Se pretende ser Cristã de fato e não apenas de nome, se quer ajudar, e não impedir a ação da Graça para reformar as consciências, se amanhã não quer sentir remorsos nem o peso da culpa, então redobre os esforços para se vestir segundo a modéstia mariana. Lembremos sempre do alerta de Nossa Senhora em Fátima, sobre as modas mundanas, que foram, são, e serão, a causa da perdição de muitas e muitas almas no inferno. Vejam o que o demônio diz, em um exorcismo, a sobre as saias curtas: “Com elas agarro os homens e mulheres e encho o meu reino. [gargalhada longa e estridente] que satisfação, que alegria, que contentamento” – (Fonte: PELLEGRINO ERNETTI. Livro “Estratégias de Satanás: O Demônio existe! A era de Satanás: a nossa!”, página 19).

Se por um lado, a falta de modéstia e a imoralidade no vestir desagradam e ofendem Deus, estas causam satisfação, alegria, contentamento, em Satanás. Como bons Católicos, não deixemos que o espírito do mundo entre em nossas vidas, inclusive, em nosso modo de nos vestir. Tertuliano estava certo em dizer que do sangue dos mártires nascem cristãos; não vamos fazer mártires; mas vamos popularizar o vício entre as multidões; que eles possam respirar isso por meio de seus cinco sentidos; que eles possam beber e ficar saturados. Faça corações perversos e não haverá mais católicos. É a corrupção em grande escala que empreendemos, a corrupção que deve um dia permitir-nos conduzir a Igreja à sua sepultura. Ultimamente, eu ouvi um dos nossos amigos rindo filosoficamente sobre nossos projetos, dizendo: ‘Para destruir o catolicismo, devemos acabar com as mulheres’. A ideia é boa de certa forma, mas já que não se consegue se livrar das mulheres, vamos corrompê-las com a Igreja. Corruptio optimi, pessima. A melhor adaga para atacar a Igreja é a corrupção” – (Fonte: BENEDITINOS. Nossa Senhora e a Modéstia. Citação da Carta de Vindice para Nubius; [pseudônimos dos 2 líderes da Alta Venda Italiana] datada de 09 de agosto de 1838).

A modéstia, de fato, é uma bela e grande virtude! Lembramos também, o Papa Pio XII, en sua Sacra Virginitas, n. 56; 25 de março de 1954: “Bem melhor fariam os educadores da juventude clerical, inculcando-lhe as normas do pudor cristão, que tanto contribui para manter incólume a virgindade, e bem pode chamar-se a prudência da castidade. O pudor adivinha o perigo, obsta a que se afronte, e leva a evitar aquelas mesmas ocasiões de que não se acautelam os menos prudentes. Ao pudor não agradam as palavras torpes ou menos honestas, e aborrece-lhe a mais leve imodéstia. Ele afasta-se da familiaridade suspeita com pessoas do outro sexo, porque enche a alma de profundo respeito pelo corpo, membro de Cristo (cf. l Cor 6, 15), e templo do Espírito Santo (l Cor 6, 19). A alma cristãmente pudica tem horror de qualquer pecado de impureza e retira-se ao primeiro assomo da sedução”

O que faz a graça à nossa natureza humana? Em primeiro lugar, faz do corpo um templo de Deus. Esta é uma das razões a favor da pureza. O que é um templo? Um templo é um local onde habita Deus. Recordemos que, quando Jesus foi ao templo de Jerusalém e os Fariseus pediram um sinal, e Nosso Senhor disse: ‘Destruí este templo e reconstruí-lo-ei em três dias’. Não estava a falar daquele templo terreno; estava a falar do templo do Seu corpo, porque Deus habitava naquela natureza humana de Cristo. Pela nossa participação naquela vida divina, Ele habita em nós. É por isso que o corpo é sagrado. É por isso que lhe devemos reverência. O corpo não é um verme, algo de desprezível. É o Seu templo, e um dia também será glorificado. Se tivermos atenção a estas coisas por amor de Deus, ofereceremos a Ele, um templo puro e belo, onde Ele poderá residir.

 

  • Equipe Padre Rodrigo Maria
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