Ser Pró-Vida é estar em favor da mulher também.

Ser Pró-Vida é estar em favor da mulher também.
Os abortistas acusam os pró-vida de que nós não nos preocupamos com a mulher e com a vida dela, apenas com o bebê que ainda não nasceu. Mas como sempre estão completamente equivocados, pois é justamente por também sabermos como são os métodos de realização do aborto, que nos preocupamos não só com a vida do bebê mas da mulher também. Direi abaixo as seguintes modalidades principais de métodos abortistas e suas consequências:

1) Aborto por envenenamento salino — Extrai-se o líquido amniótico de dentro da bolsa que protege o bebê; introduz-se uma longa agulha através do abdômen da mãe, até a bolsa amniótica, e injeta-se em seu lugar uma solução salina concentrada; o bebê ingere esta solução, que lhe causará a morte em 12 horas por envenenamento, desidratação, hemorragia do cérebro e de outros órgãos. A solução salina produz queimaduras graves na pele do bebê. Algumas horas mais tarde inicia-se “o parto”, e a mulher dá à luz um bebê morto ou moribundo, muitas vezes ainda com movimentos.
Consequências: – retenção da placenta e hemorragia (50% necessitam de curetagem).
As mesmas complicações que uma curetagem pode produzir, com o agravante de uma possível perfuração do útero e da formação de aderências;
– infecção e endometrite (inflamação da mucosa do útero);
– hemorragia;
– coagulopatia e hemorragia abundante;
– intoxicação por retenção de água; efeitos secundários do soro salino e da pituita que podem causar falhas de funcionamento do coração e morte;
– perigo de entrada de solução salina na corrente sanguínea da mãe com efeitos mortais;
– possibilidade de gravidez mais avançada do que a informada pela mãe e, na ausência de um exame sério, poderia abortar uma criança de 2 quilos ou 2 quilos e meio. Esse tipo de aborto apresenta um perigo dez vezes superior à curetagem. A mortalidade vai de 4 a 22 por mil.

2) Aborto por sucção — Insere-se no útero um tubo com uma ponta afiada. Uma forte sucção (28 vezes mais forte que a de um aspirador doméstico) despedaça o corpo do bebê que estava se desenvolvendo, assim como a placenta, e absorve “o produto da gravidez”. A placenta é um órgão localizado no útero e que estabelece, através do cordão umbilical, a 17 comunicação biológica entre a mãe e o filho. O crânio, que costuma não sair pelo tubo de sucção, é extraído por meio de uma pinça. Partes menores do corpo do bebê podem algumas vezes ser identificadas no material succionado. Quase 95% dos abortos, nos países desenvolvidos, são realizados desta forma.
Consequência: – insuficiência do colo uterino, favorecendo abortos sucessivos no primeiro e no segundo trimestre (10% das pacientes);
– partos prematuros, na 20ª ou 30ª semana de gestação.

3) Aborto por curetagem e dilatação — Neste método é utilizada uma cureta (tipo de faca, provida na sua ponta com uma colher de bordas afiadas), com a qual se vai cortando o bebê em pedaços para permitir a sua extração. Durante o segundo e terceiro trimestres da gestação, o bebê já é grande demais para ser extraído por sucção, então utiliza-se este método. A cureta é empregada para desmembrar o bebê, tirando-se em seguida os pedaços com ajuda de um fórceps para dilatar o colo uterino. Este método está se tornando mais usual.
Consequência: – infecção e obstrução das trompas, provocando esterilidade;
– intervenção para estancar a hemorragia produzida;
– perigo de lesão no intestino, na bexiga ou nas trompas;
– a artéria do útero, nesses casos, freqüentemente, é atingida, criando a necessidade de histerectomia (extirpação do útero), se não for possível estancar a hemorragia.

4) Aborto por “nascimento parcial” — Costuma ser designado como aborto por D&X, e é usado a partir da 32ª semana. Este é o método mais espantoso de todos. Costuma ser feito quando o bebê se encontra já muito próximo de seu nascimento. Depois de ter dilatado o colo uterino durante três dias, e guiando-se por ecografia, o executante do aborto introduz algumas pinças que agarram uma perninha do bebê, depois a outra, em seguida o corpo, até chegar aos ombros e braços. Assim se extrai parcialmente o corpo do bebê, como se este fosse nascer, deixando-se a cabeça dentro do útero. Como a cabeça é grande demais para ser extraída intacta, introduzem-se tesouras na base do crânio do bebê, ainda vivo, e com elas se abre um orifício que dá acesso ao interior do crânio. Então se insere um cateter para succionar o cérebro. Este procedimento faz com que o 18 bebê morra e sua cabeça desabe. Em seguida extrai-se o que resta do bebê, e lhe é cortada a placenta.
Consequências: Pode ocorrer que fique preso tornando-se necessária uma extração do útero.
– infecções graves por causa da presença de corpo estranho.

5) Aborto por operação cesárea ou histerotomia — Este método é exatamente igual a uma operação cesárea até o momento em que se corta o cordão umbilical; porém, em vez dar os devidos cuidados à criança extraída, deixa-se que ela morra. A cesárea, neste caso, não tem, pois, o objetivo de extrair a criança viva, mas sim de matá-la.
Consequência: Os mesmos perigos e complicações de toda cirurgia intra-abdominal: hemorragia, infecção, peritonite, lesões da bexiga e dos ureteres. Complicações variadas em 38 a 61 por mil.

6) Aborto com o uso de prostaglandinas — Esta droga provoca um parto prematuro em qualquer etapa da gravidez. É usado para produzir o aborto desde a metade da gravidez até suas últimas etapas. A principal “complicação” é que às vezes o bebê sai vivo… Também pode causar graves danos à mãe. Recentemente as prostaglandinas têm sido usadas com a RU-486, para aumentar a “eficácia” destas.

7) Aborto por pílula RU-486 — Trata-se de uma pílula abortiva — a RU-486 — empregada conjuntamente com uma prostaglandina, que é eficiente se for empregada entre a primeira e a terceira semana depois de faltar a primeira menstruação da mãe. Por este motivo é conhecida também como pílula do dia seguinte. Essa pílula age evitando que o embrião se instale no útero materno, matando-o de fome por privá-lo de um elemento vital, o hormônio progesterona. O aborto acontece depois de vários dias de dolorosas contrações

COMPLICAÇÕES TARDIAS DO ABORTO
1 – Insuficiência ou incapacidade do colo uterino.
2 – Aumento da taxa de nascimentos por cesariana (para permitir que o bebê consiga viver mesmo que prematuro).
3 – Danos causados às trompas por possível infecção pós-aborto, causando infertilidade (em 18 % das pacientes). Maior número de complicações em mulheres grávidas que anteriormente provocaram aborto (67,5% entre as que abortaram e 13,4 entre as que não abortaram).
Dentre todas as complicações, a mais grave é a hemorragia, que transforma a nova gravidez em gravidez de alto risco.
4 – O aborto pode provocar complicações placentárias novas (placenta prévia), tornando necessária uma cesariana, para salvar a vida da mãe e da criança.
5 – O aborto criou novas enfermidades: síndrome de ASHERMAN e complicações tardias, que poderão provocar necessidade de cesariana ou de histerectomia.
6 – Isoimunização em pacientes Rh negativo. Aumento, consequentemente, do número de gravidez de alto risco.
7 – Partos complicados. Aumento do percentual de abortos espontâneos nas pacientes que já abortaram.
Consequências psicológicas
a) Para a mãe:
– queda na autoestima pessoal pela destruição do próprio filho;
– frigidez (perda do desejo sexual);
– aversão ao marido ou ao amante;
– culpabilidade ou frustração de seu instinto materno;
– desordens nervosas, insônia, neuroses diversas;
– doenças psicossomáticas;
– depressões;
– Remorso o que pode levar a um suicídio;

O período da menopausa é um período crucial para a mulher que provocou aborto.
Portanto, quando se trata em estar a favor da mulher, não pode-se nunca pensar que o aborto seja uma instrumento para isto, visto o quadro apresentado acima, fica claro que o caminho deva ser outro! Longe de ficarmos só na teoria. Precisamos lutar em todos os campos possíveis, seja em Brasília, seja acompanhando, orientando e acolhendo gestantes em situação de vulnerabilidade social, é preciso por a mão na massa para proteger de fato a vida dos bebês e de suas mães até o fim.
Equipe Padre Rodrigo Maria
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